Pensar que gosto muito deste Pai que me é estranho ainda ao fim de tantos anos e que muito, muito quero conhecer. Pensar que muito podemos falar e pouco acertar e que já algo sei mas que não sei ao certo que é certo. Pensar!!! Ai! Ainda bem que a vida é mais do que pensar. Por isso, sentir! Sentir que posso falar de Deus com todos e a todos. Sentir coisas boas deste mistério de nome Pai que se dá a conhecer pela vontade de Seu Filho.
Mas pudemos nós Homens falar do que não conhecemos? Diz a igreja que é possível falar de Deys atravês da perfeição do Homem e das Criaturas que existem, que são reflexo limitado da perfeição de Deus. Daí, ás vezes ficarmos tantas vezes abismados com animais, os céus, paisagens, o descanso de escutar o mar... Isto é, quando o Homem reconhece o belo, a verdade e o bem que existe em tudo, é então possível sentir o reflexo de Deus. Não quero aqui alargar o tema para falar do sentido ilimitado face ao sentido limitado do homem, embora seja algo interessante de pensar e sentir acerca da perfeição, este algo pequeno falar de algo tão grande, e o que pensarmos ser tão grande falar ao mesmo tempo de algo tão pequeno.
Sinto que o sentido do belo que a humanidade vem vindo a tornar tão diversificada magoa o Homem na sua essência. Porque é este sentido que permite ao Homem falar de Deus através da história humana, a tradição da igreja, a vida que ele representa de acordo com essa perfeição que conhece. Como este sentido de perfeição é tão tolerante o ser Humano não reconhece uma parte essencial dele, que é a fé ( Alegria, confiança, a acção, a peregrinação...)
É necessário como diz a igreja, purificar a nossa maneira de falar e pensar, iliminando o que é falso, ou imaginário, ou imperfeito, acerca desta verdade que habita em todos nós, consciente que é impossível saber todo o infinito do mistério de Deus. Ele deu-nos a porta para caminhar... façamos o caminho então.
As vezes falamos de mais de algo tão simples: a vida. Deus é Pai do Amor que a vida precisa para se realizar completamente. Deus ama-te. Mais do que um bom exemplo a seguir, Cristo, é ser semelhante a nós indicando a vontade de Deus na vida e na tradição que Ela têm. Somos seres criativos nesse um com os outros. O importante é sentir que o outro que nos é próximo é digno do Amor de Deus e de ser amado de verdade. As vezes pudemos amar de forma estranha porque talvez estejamos alheios nesse momento ao amor de Deus, nesse mistério consciente dele mesmo na nossa vida constantemente...